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2017 foi um ano decisivo para as lojas que apostaram no mobile.

Em novembro do ano passado, pela primeira vez, as compras por dispositivos móveis ultrapassaram as de desktop no mundo. No Brasil ainda não chegamos nesse ponto de virada, mas estamos rapidamente caminhando nessa direção.

Veja agora os cases de grandes players do varejo que apostaram forte no mobile e viram um ótimo retorno com isso.

Polishop

Não tem como falar de casos de sucesso sem falar na Polishop. Uma das maiores marcas de varejo multicanal do Brasil apostou forte no online e acertou em cheio.

O app, também desenvolvido pela Fulllab com a plataforma Mobfiq, ganhou alguns incrementos com funcionalidades feitas sob demanda:

  1. A “Revista Polishop” (acessada pelo menu do aplicativo) traz novidades e dicas sobre os produtos e como melhor tirar proveito deles. É uma exclusividade do app.
  2. Recuperação de carrinho abandonado e pagamento de boleto: a plataforma do Mobfiq permite enviar push automático para determinadas ações dos usuários. A Polishop se aproveitou disso para enviar mensagens lembrando o usuário de pagar o boleto aberto ou finalizar a compra deixada no carrinho. Segundo um estudo da VWO, 58% dos usuários fechariam o carrinho se fossem lembrados disso e fosse oferecido um desconto.
  3. O usuário tem a opção de retirar nas lojas físicas produtos comprados pelo aplicativo.

Além disso, a marca vem investindo pesado em relacionamento com sua base, buscando sempre estar em contato para impulsionar as vendas. Ao todo, já foram enviadas mais ou menos 450 notificações push com promoções, lançamentos, conteúdos, etc.

Buscando dar visibilidade para esse canal, a Polishop vem investindo de várias formas em divulgação.

  • Investimento em campanhas de instalação para captação de novos usuários,
  • Criação de uma equipe interna dedicada ao canal mobile,
  • Investimento em ASO (App Store Optimization), tipo um SEO para aplicativos mobile.

Magazine Luiza

A companhia que vinha lutando contra números negativos viu no digital a oportunidade de alavancar seu negócio, investindo em novas tecnologias.

A principal delas, que é o carro-chefe da transformação digital da empresa, é o investimento no mobile. Dessa forma, investiram nesses canais, focando na experiência do usuário.

O sucesso veio muito rápido. Em menos de um ano, o aplicativo teve mais de 7,7 milhões de downloads. Em outubro, a empresa já tinha 60% do seu tráfego online por meio de dispositivos móveis.

Para alavancar ainda mais o mobile, o Magazine Luiza investiu em navegação gratuita em que não gasta o pacote de dados dos usuários, além de não precisar de conexão para visualizar algumas páginas do app .

O Magalu agora oferece frete em até 48h para compras feitas pelo app. Isso além do frete grátis e da opção de comprar e retirar em qualquer loja de sua rede.

E a empresa está indo além. Desenvolveram também outros aplicativos: um para vendedores, um para os estoquistas e outro para a sua rede de distribuição.

Netshoes

Lançado em meados de 2014, o app da Netshoes é uma das maiores referências de m-commerce do Brasil. Desde o início, o foco da marca com o aplicativo era a experiência do usuário. Com isso, eles escolheram por ter o app nativo e com a opção de “Compra com um clique”.

Uma das principais estratégias adotadas foi a de cross-device, no qual os diferentes canais de venda estão totalmente integrados. O consumidor que inicia uma venda no desktop pode finalizá-la no aplicativo, de onde ele parou. Isso também inclui a seleção de produtos que aparece para ele e a lista de favoritos.

Passados mais de 2 anos, o app evoluiu e foi aperfeiçoado. A Netshoes foi a primeira varejista do mundo a oferecer navegação gratuita para os usuários, o que resultou em um aumento significativo nos acessos e na conversão.

Natura

Esse é um daqueles exemplos de marca que está sabendo focar no digital e mobile. A Natura tem investido fortemente no aplicativo, pois já percebeu que é essencial ter essa presença para quem quer se manter relevante no mercado.

O app da marca, além da venda de produtos, também contemplou outros atrativos exclusivos. Em parceria com uma startup de desenvolvimento, eles incorporaram ao aplicativo uma interação com realidade aumentada. Ao mirar a câmera no catálogo, o usuário acessa conteúdos de vídeo, ou uma playlist de música brasileira ou ainda uma reportagem. Ainda com a câmera ligada, ele consegue escanear o código de barras no produto físico ou em um catálogo e adicioná-lo ao carrinho do app, automaticamente.

Entre as principais funcionalidades estão: compra de produtos da Natura com entrega em casa, localização da consultora ou outros pontos de venda (lojas próprias e farmácias) mais próximos e uma assinatura para receber os produtos de uma de suas linhas de cuidados diários. Dentro do app é possível ainda fazer pedidos por voz, inspirado nas mensagens de voz que eram enviadas às consultoras via Whatsapp.

O resultado disso?

Em julho de 2017, com um ano de app, a marca teve:

  • mais de 800 mil downloads;
  • 220 mil usuários mensais ativos;
  • 60% do tráfego de origem mobile;
  • 30% de faturamento online pelo mobile.

Conclusão

Tudo indica que 2018 será o ano da transformação digital das empresas liderada pelo mobile.

Como você pode perceber, as empresas que tiveram resultados positivos em 2017 fizeram isso investindo em aplicativos. Isso porque eles proporcionam uma interação que resulta em uma experiência do usuário positiva, prática e favorável à conversão.

O próprio Google divulgou recentemente que o seu SEO está mudando as regras de rankeamento para se tornar mobile-first. Isso quer dizer que a maior ferramenta de buscas do mundo está mudando o seu código e inteligência para priorizar conteúdos pensados para dispositivos móveis. 

Mas é preciso se dedicar para fazer esse canal dar certo, como qualquer outro investimento. Pensar em novas formas de interação com os usuários, oferecer vantagens por ele ter o app instalado, se relacionar com seus clientes através dele e outras estratégias.

Quer descobrir como criar um aplicativo para e-commerce focado em experiência do usuário e performance? Então leia esse artigo e saiba como.

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